quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A CORREÇÃO DO SENHOR

Texto Bíblico - Hebreus 12:6-8

Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho.

Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?

Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.


Que Deus nos cubra com sua proteção e amor!

Nosso Deus visa sempre o bem estar dos seus amados filhos e também daqueles que um dia farão parte do Seu aprisco. A correção de Deus sempre é baseada em amor, mas por causa desse mesmo amor protetor Ele não abre mão de nos corrigir sempre que houver necessidade. O comentarista bíblico John Gill descreve que o "castigo de Deus é apaixonado". 

Acredito que este amor apaixonado é como um ciúme santo: "Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes (Tiago 4:5). É um sentimento de posse e da reivindicação de Deus pela vida dos seus filhos, sobre os quais o Espírito Santo foi colocado como selo de propriedade divina: 

"Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória (Efésios 1:13,14).

Este amor de Deus é eterno e imutável para com seus filhos e a correção visa sempre colocá-los no caminho da santidade, e afastando-os dos desvios malignos que possam aparecer. Por isso, que Ele açoita a quem recebe por filho. Podemos fazer uma comparação com Provérbios 3:24: "Aquele que poupa a vara, aborrece a seu filho; Mas quem o ama, diligentemente o corrige".

Devemos nos lembrar que o castigo de açoite(figurativo) não é para Deus se vingar, e também não é para desmotivar os seus filhos. O fim disso visa a disciplina para nos chamar atenção e nos livrar do perigo de sair fora do caminho de Deus. 

Daí devemos suportar a correção, pois tudo é feito e é baseado no Seu amor de Pai, e sabemos que um pai corrige aquele que tem por filho, pois é sua responsabilidade cuidar daqueles a quem ama. A correção de Deus visa nos proporcionar constância na fé, perseverança, humildade e para sermos reverentes ao nosso Pai celestial.

É por isso que Deus nunca será omisso e não poupará os seus filhos da disciplina, porque somos família Sua e não filhos bastardos que estão alheios a qualquer correção divina e vão ao bel prazer da vida sofrendo as horríveis consequências de uma possível condenação eterna.

"Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem"(Provérbios 3:12).

PETRA - HOLY IS YOUR NAME (SANTO É O SEU NOME)

Texto Bíblico - Lucas 1:49

Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome.


Senhor dos todos Senhores
Ancião de Dias
Toda glória ao nome que exaltamos e louvamos
Digno e puro
Impressionante em majestade e glorioso em poder

REFRÃO:
Santo é o Seu Nome, fiel e verdadeiro
Belo Salvador, nós viemos adorá-Lo
Santo é o Seu Nome, acima de todos
Nós viemos louvá-Lo e agora em Seu Nome clamamos

VERSO 2:
O mais justo dos justos
Deus conosco agora
Deixe cada língua confessar e todo joelho se curvará

PONTE:
Tu és Santo, Tu és digno
Nós clamamos em Seu Santo Nome

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Fomos feitos filhos de Deus

Texto Bíblico - João 1:12,13

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;

Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.



Que o Pai celestial dispense os seus cuidados sobre nós!

Nós, aqueles que recebemos de bom grado a Jesus Cristo como Nosso Salvador foi nos dado o poder de sermos filhos de Deus. Já parou para pensar nesta passagem? Foi nos dado o poder!!! Vem aí a pergunta: Que poder? Resposta: O poder de sermos feitos filhos de Deus com a condição de crer no nome de Jesus! Nos é dado a mais alta honra celestial de sermos filhos d'Aquele que é o Soberano, o Altíssimo, O Criador, o Régio Dominador, o Pai das luzes etc.

Quando recebemos a Jesus, o recebemos como nosso Salvador, Redentor, Filho de Deus e Messias. Junto a ele recebemos a adoção de filhos de Deus, somos participantes agora das suas mais ricas bençãos, desfrutamos agora da mais plena comunhão com Deus pelo eterno e vivo caminho aberto por Ele diante de Deus. Fora isso, somos perdoados e justificados de nossos pecados e fomos feitos novas criaturas em Cristo Jesus. Por fim, recebemos a herança da vida eterna em Seu nome.

Somos aqueles que fomos regenerados pela ação do Espírito Santo, e portanto, nascidos da água e do Espírito Santo:  "Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus"(João 3:5). Somos assim inspirados/motivados pelo Espírito Santo e pela graça de Deus a uma nova vida espiritual através do nosso corpo mortal.

Não fomos nascidos de novo pelo nosso próprio arbítrio ou por mera religiosidade, mas sim pela vontade soberana de Deus que nos dispôs da Sua graça regenerativa. Isto não é proveniente de nenhuma santificação pessoal ou mérito de pertencer a uma linhagem sacerdotal, mas sim um novo nascimento espiritual proveniente exclusivamente da vontade de Deus.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A inveja e as murmurações de Arão e Miriã

Texto Bíblico - Números 12:1,2

E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita.

E disseram: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu.


Que o Senhor seja o motivo do nosso viver!

Há aqueles que se acham "os servos exclusivos" de Deus e que não suportam a ideia de serem meramente mais uma ovelha no aprisco de Nosso Senhor Jesus Cristo com todas as regalias do perdão e da salvação advindas da graça de Deus. 

Da inveja e das murmurações de Arão e Miriã contra a vida de seu irmão Moisés podemos aprender que Deus zela por aqueles que tem intimidade com a Sua pessoa e não aceita as acusações dos seus adversários. Era assim que os dois irmãos de Moisés estavam agindo, como pessoas que se opunham a ele, o acusando injustamente e usando até de uma desculpa religiosa para tal acusação.

Muitos reparam na reclamação que Arão e Miriã fizeram por causa da mulher cusita(etíope) que Moisés havia tomado, mas isso era apenas um pretexto para chamar a atenção de Deus. Não que eles zelassem pela lei do Senhor, dizendo que seu irmão tomou uma mulher estrangeira em vez de uma israelita. 

Era algo maior que eles visavam: a exclusividade que Moisés tinha diante de Deus como líder do Seu povo. Eles haviam se esquecido que também possuíam valor como servos de Deus, pois Arão fora escolhido para acompanhar Moisés como profeta e embaixador do Senhor para falar a palavra de Deus diante dos anciãos de Israel e também diante de Faraó do Egito(Êxodo 4;30; 5:1) e havia sido consagrado por Moisés ao ofício sacerdotal ao Senhor(Levítico 8). 

Já Miriã era considerada também uma profetisa e cantou o cântico de libertação junto a Moisés(Êxodo 15:20,21). Ambos haviam passados momentos vitoriosos na companhia de seu irmão Moisés e também puderam ser abençoados através da vida dele.

Os dois irmãos de Moisés foram participantes de todos os feitos do Senhor desde a saída do Egito, na travessia do Mar Vermelho e na peregrinação do deserto. Viram Deus operar maravilhas livrando o povo de Israel da escravidão e sustentando-o com alimentos e água durante a sua jornada, e ainda viram sinais da Sua glória em forma de nuvem.

Se exarminarmos as Escrituras e lermos o capítulo 11 de Números, o contexto já era de pura murmuração. Veremos ali o povo de Israel se queixando e falando coisas más diante de Deus, reclamando do maná que Deus enviara, tendo saudades das comidas do Egito e chorando por causa de carne, mas havia esquecido o seu tempo de escravidão e o grande livramento da parte de Deus em terra estrangeira. Isto era uma afronta e ingratidão dirigidas ao Senhor e muitos israelitas acabaram sucumbindo à ira de Deus.

Foi nesse ambiente rebelde e contestador que Arão e Miriã resolveram também se queixar diante de Deus. Não estavam satisfeitos da sua condição "secundária" como servos de Deus. Eles queriam aquilo que não era deles e nem para eles. Será que não bastava a posição privilegiada em que estavam? "Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós?" Ou tinham ciúmes de Deus com Moisés, ou sentiam inveja da maneira que Deus usava-o.

Eles não tinham a graça e a confiança que Deus depositara em Moisés para exercerem aquele tipo de liderança. Este era um homem de valor e considerado um homem muito manso. "E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra"(Números 12:3). O próprio Deus havia ouvido todo o queixume de Arão e Miriã contra Moisés e saiu em defesa do Seu servo:

"E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele.

Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa.

Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?" (Números 12:6-8).

É verdade que Deus havia falado a muitos servos seus através de visões ou sonhos e podemos destacar alguns nome como o de Abraão, Jacó e José que tinham grande intimidade com Deus. Já com Moisés não era assim, pois havia alcançado um grande testemunho de fidelidade na casa do Senhor.  Hebreus 3:2 fala exatamente sobre isso: "Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa".

Deus falava boca a boca e face a face com Moisés. Ele havia alcançado uma intimidade sem igual. "E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo..."(Êxodo 33:11a). Era algo sem igual o nível de relacionamento que Moisés tinha com Deus e que ele havia alcançado um grande da parte do Senhor. Deus não precisa usar de enigmas ao falar com Moisés, pois as mensagens vinham a ele muito claras e de fácil compreensão.

Então era muito temerário o que Arão e Miriã haviam feito ao falarem de seu irmão, o que era uma falta de respeito e de gratidão não só a Moisés como a Deus.  Eles haviam agido por impulso e sem temor a Deus. Moisés era um homem reto, de bom testemunho e honrado por Deus. 

Não havia motivos suficientes para derrubar Moisés com acusações, murmurações e inveja e seja lá mais o que estivesse em oculto nesses corações onde só Deus pudesse enxergar. 

A consequência desses fatos foi o desenrolar da ira de Deus e Miriã acabou sendo atingida por uma lepra. Já Arão, provavelmente foi poupado, primeiro, pela misericórdia de Deus, e também por que havia se arrependido e reconhecido a loucura que haviam cometido.


CONCLUSÃO

Para todos aqueles que adoram difamar os verdadeiros servos de Deus sobre quaisquer pretextos, inclusive aqueles com aspecto de falsa moralidade religiosa, fica aqui a lição aos invejosos que não possuem sequer uma vida de comunhão e retidão diante de Deus.

Aquilo que você não entende sobre aquela graça e aquela maneira de Deus trabalhar na vida de seu irmão, não é para ser invejado e sim para ser admirado como exemplo e para trazer glória somente a Deus.

Por outro lado, alguns crentes acham que estão no nível de Moisés, se achando acima dos outros e inatingíveis por qualquer repreensão. Estes se vitimizam ao serem corrigidos, acusando os outros de serem maldizentes tal como foram Arão e Miriã. Usam o exemplo do "ai do que tocar no ungido do Senhor" como desculpa para acobertarem as suas más condutas e pecados. 

O recado para estes é que Deus não vai defender os que são soberbos, antes, vai abatê-los e corrigi-los, se estes forem filhos de Deus, pois se não forem, seguirão sem correção rumo à perdição eterna. "Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos"(Hebreus 12:6-8)

Portanto, com toda seriedade e temor devemos servir a Deus que é nosso defensor, advogado e vingador: "Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor"(Romanos 12:19).

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

AUDIO ADRENALINE - OCEAN FLOOR (Legendado em português)

Texto Bíblico - Miqueias 7:18,19

Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniquidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade.

Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar.



Deus, em Cristo, apagou nossos pecados e os lançou no fundo do mar, onde eles estão esquecidos para sempre. Ninguém poderá nos acusar novamente das dívidas das nossas transgressões que foram plenamente pagas através do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nossos pecados foram perdoados e a nossa vida foi justificada pelo Filho de Deus. "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo"(Romanos 5:1)

A justiça de Deus em Cristo Jesus fez com que nossos pecados caíssem no fundo do mar(lugar distante e de esquecimento), para que nem nós e nem nossos acusadores pudéssemos trazer à tona as iniquidades das quais já fomos perdoados. Tudo o que temos que fazer é confessar nossos pecados ao Senhor.

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça"(1 João 1:9).

segunda-feira, 31 de julho de 2017

JESUS CRISTO É O MESMO SEMPRE

Texto Bíblico - Hebreus 13:8

Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.


Que paz do Senhor Jesus Cristo seja com todos!

O Senhor Jesus Cristo é o mesmo sempre! Ele vive e vive para interceder por nós até que chegue o dia em que tudo se finalize com a eternidade.

sábado, 29 de julho de 2017

VÍDEO: UMA BREVE REFUTAÇÃO ÀS 4 OBJEÇÕES DA EXISTÊNCIA DE DEUS

Texto Bíblico - Romanos 1:21,22

Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.

Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.


São estes os 4 argumentos usados pelos ateus para questionarem a existência de Deus:

Nós não precisamos de Deus, porque a Ciência explica tudo.

A afirmação de que o mundo é mau e mal organizado e que não há espaço para a ideia de Deus.

As religiões são a causa de muitos males e guerras(a religião é o mal do mundo).

Não há provas da existência de Deus.



sexta-feira, 28 de julho de 2017

Vamos agradecer a Deus?

Texto Bíblico - 1 Tessalonicenses 5:18

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

Que possamos render graças a Deus sempre e em todas as circunstâncias!

Podemos e devemos agradecer a Deus pelo fato de Ele existir e por tudo o que Ele nos proporciona em nossas vidas! Podemos lembrar das coisas mais básicas como ter saúde, receber o pão de cada dia, por ter onde dormir, por ter o que vestir, pela oportunidade de viver mais um dia na Sua santa presença.

Podemos e devemos agradecer pelo fato de Jesus Cristo ter vindo ao nosso encontro para nos salvar e nos dar a vida eterna! Agradecer sempre por fazer parte do aprisco do Senhor, onde Ele nos guarda dos ataques do nosso Inimigo. Devemos agradecer pela Sua proteção espiritual e física, pelo Seu esconderijo, onde nosso Deus Altíssimo nos protege.

O salmista nos convida a agradecer a Deus quando entrarmos em Sua presença: "Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome"(Salmos 100:4). Agradecer, louvar e bendizer o nome do Senhor com todo nosso ser é o que aprendemos neste versículo, independente da fase da vida em que estivermos atravessando. Ser agradecido sempre, pois os salmos nos inspiram a agradecer a Deus e enxergarmos a Sua grandeza também nas adversidades!

Mesmo em circunstâncias desfavoráveis, devemos agradecer a Deus pela Sua providência diária de carinho e cuidado para cada um de nós. Quando tudo estiver negando a manifestação poderosa do Senhor e as adversidades parecerem como gigantes imbatíveis na nossa frente, devemos nos apoiar na nossa Rocha eterna e confiar na Sua fidelidade e agradecer pelo livramento encaminhado.

Costumamos agradecer a Deus quando Ele nos abre uma porta de emprego, quando Ele nos abençoa com uma dádiva material ou pela saúde que foi restaurada. Por outro lado, se tudo isso não acontecer como prevíamos, não quer dizer que a nossa fé falhou, mas que a vontade de Deus não é exatamente esta para o momento, mas poderá chegar quando menos esperarmos. 

Em tudo devemos dar graças, pois esta é a vontade de Deus, nosso Pai, em Cristo Jesus, o Seu filho. E sabemos isto, que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Romanos 12:2). Façamos a vontade de Deus de coração agradecido, não por recompensa alguma, mas buscando a Deus de todo nosso coração! "E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração" (Jeremias 29:13)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Somos astros resplandecentes num mundo de trevas


Texto Bíblico - Filipenses 2:15


Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo.

Que a luz de Cristo Jesus brilhe sobre a vida de todos nós!

Os que seguem ao Senhor Jesus Cristo são como astros neste mundo que está envolto em trevas e devem resplandecer com suas boas obras e com um bom testemunho pessoal. Não podemos nos nos conformar com a maneira de ser própria do mundo, antes nos opomos contra as obras infrutuosas das trevas condenando-as!(Efésios 5:11) 

Somos agora participantes da luz, mas antes éramos trevas e andávamos conforme as regras e comportamentos mundanos. "Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz" (Efésios 5:8). 

Não tínhamos ideia do que era pertencer à escuridão, sem antes de nos confrontarmos com a verdadeira Luz que é o Senhor Jesus Cristo. Ele nos convida a brilharmos no meio desta geração corrompida e perversa, e é com as nossas obras que vamos fazer a diferença neste mundo. "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus"(Mateus 5:16).

Somos reflexo daquilo que vivemos em Cristo. Se não tivermos comunhão com Ele, como poderemos refletir a Sua luz? Não é para brilhar o nosso "EU" sobre todos os demais, mas sim a luz de um verdadeiro astro submetido à vontade do Sol da justiça. 

Vivemos num tempo onde a glorificação do "EU" impera na sociedade atual. No mesmo capítulo do texto acima, podemos notar que o apóstolo Paulo enfatiza a não fazer as coisas por contendas e nem por vanglória: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo" (Filipenses 2:3).

Vanglória, segundo o dicionário quer dizer: Presunção; vaidade exagerada; opinião excessivamente boa acerca de si mesmo; pessoa que se orgulha em demasia de suas próprias qualidades ou aptidões pessoais: a vanglória é o oposto da humildade.

O mundo não precisa de egos brilhantes, convencidos e vaidosos, mas sim astros banhados pela luz verdadeira de Cristo que conduz o homem à retidão e à justificação diante de Deus. A glória não será nossa, mas ela a será somente para nosso Deus.

Quando o apóstolo Paulo diz para sermos irrepreensíveis e sinceros é porque tudo o que fizermos deve ser de coração e de boa vontade para agradar a Deus. O termo grego amemptoi para irrepreensíveis é traduzido também como livre de falhas ou defeitos. 

Não deve haver fingimento ou falsidade nas nossas ações diante de Deus e dos homens. Evitemos a "aparência de piedade" tão comum no meio religioso e que é um mal potencializado especialmente nos últimos dias (2 Timóteo 3:5). Não devemos aparentar sermos filhos de Deus, mas sermos de fato e de verdade! 

Quando o versículo fala sobre sermos filhos de Deus inculpáveis é porque assim o somos quando submetidos ao senhorio de Nosso Jesus Cristo, que é a nossa justificação. É assim que devemos proceder para sermos luz e astros resplandecentes e praticantes da Palavra de Deus. Portanto, deixemos Cristo brilhar em nós e assim cumpriremos a Sua palavra: "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos"(Tiago 1:22).

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Seria Atos 2:44,45 uma utopia para a Igreja atual?

Texto Bíblico - Atos 2:44,45

E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.

E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.



Que o Senhor Jesus Cristo desperte a Sua igreja para a verdadeira caridade!

O que é uma utopia, afinal? Uma das definições desta palavra seria esta: Aquilo que está no âmbito do irrealizável; que tende a não se realizar; quimera, sonho; fantasia. 

Então parece que os cristãos primitivos foram um tipo de sociedade perfeita, onde todos viviam compartilhando os seus bens materiais de modo que não faltasse nada a ninguém. O bem comum, no caso dos cristãos primitivos, não era só o bem estar espiritual compartilhado, mas também as necessidades cotidianas do "pão nosso de cada dia".

Talvez, alguns cristãos dessa época praticavam literalmente aquilo que Jesus sugeriu ao jovem rico: "Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me"(Mateus 19:21). 

Havia uma simplicidade em praticar a caridade ensinada por Cristo e isto não precisava ser feito de maneira radical no caso acima. Jesus só falou estas palavras para alguém que tinha o coração preso nas riquezas materiais. 

O próprio Mestre era um incentivador da caridade e ensinou aos seus discípulos que eles poderiam ter cuidado com os pobres sempre que quisessem: "Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes"(Marcos 14:7).

Esta caridade radical praticada pela igreja primitiva era comum em sua época e aberta a todos os irmãos que pudessem fazê-la de forma espontânea e não coagida como vemos em algumas "igrejas" atuais. Os apóstolos eram aqueles em quem eram confiadas as propriedades vendidas:

Atos 4:34-37

Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos.

E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.

Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé(que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre,

Possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos.

Vemos aí que os cristãos primitivos e os apóstolos usavam o lucro dos bens vendidos para que não houvesse nenhum irmão privado das necessidades materiais. Tudo era repartido de forma que todos pudessem ser beneficiados. 

Se esta prática fosse colocada em uso hoje em dia pelos cristãos mais abastados satisfaria a necessidade de muitos irmãos carentes. É bem verdade, que em algumas denominações este tipo de prática já está sendo usada faz tempo, mas o lucro obtido vai para os cofres da igreja ou é usada de maneira errada e até ilícita, para o enriquecimento de poucos e de pessoas aproveitadoras, os chamados "cães gulosos"(Isaías 56:11). 

Quando muito, o dinheiro é gasto com a construção de grandes templos e de várias outras congregações, como se a igreja fosse uma empresa multinacional que teria a necessidade de se expandir pelo mundo afora. Se seguirmos o que está escrito no livro de Atos, a prioridade do dinheiro acumulado seria para atender a todos os necessitados que congregam em uma igreja. E isto não é só com os bens recolhidos e vendidos pelos irmãos, poderia ser uma prática para se fazer uso das ofertas e também dos dízimos arrecadados.

Alguns argumentarão que o livro de Atos não é um livro de doutrinas ou dogmas e que esta prática era somente para aquela época etc. Outros falarão que isso é uma utopia, pois a igreja primitiva de Atos era de uma outra época e que atualmente as coisas são bem diferentes etc. 

Bem, acreditamos que cada livro da Bíblia tem um propósito de Deus para nosso ensino e edificação. Se basearmos a nossa prática em algo que nossos irmãos primitivos faziam não vamos estar errando o alvo da nossa fé, pois o mesmo era Cristo para eles e hoje também O é para nós. O amor ao próximo é um dos mandamentos dados diretamente pelo Senhor e isto era levado a sério pela Igreja primitiva.

Todos os atos dos apóstolos são a confirmação das promessas de Jesus relatadas nos 4 evangelhos e dadas também aos seus discípulos antes de subir aos céus. Lembremos que o nosso fundamento de fé e prática é Cristo e sobre Ele devemos edificar as nossas obras: "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo"(1 Coríntios 3:11).

A prática pura do amor a Deus e ao próximo nos foi ensinada pelo Senhor Jesus em dois mandamentos: "E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo"(Mateus 22:37-39).

Os cristãos de Atos estavam cumprindo a palavra do Senhor, amando a Deus e amando seus irmãos, não só com palavras e promessas vazias, mas de fato, conforme os seus atos de caridade e amor descritos nas passagens acima. 

Lembremos destes versículos, escritos por João, apóstolo do Senhor, em 1 João 3:16-18: "Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade."

O que estes irmãos faziam pode ser resumido em três coisas: estar juntos, ter tudo em comum e repartir todos os bens. É isso que a Igreja do Senhor deve fazer hoje sem medo de ser feliz, pois devemos nos lembrar que aquilo que fazemos para ajudar e socorrer alguém, na verdade estamos nos endereçando à pessoa de Jesus Cristo: "E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes"(Mateus 25:40).